Caracterização da área de manguezal na Praia do Camaroeiro em Caraguatatuba (SP).

Daiane dos Santos Freire, Judith Font Batalla

Abstract


Os manguezais presentes na Costa brasileira cobrem uma área de aproximadamente 25.000 km², sendo distribuídos em estuários, lagunas e baías. Na cidade de Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo, restam hoje aproximadamente 45% dos manguezais que outrora existiram. Este ecossistema vem sofrendo efeitos antrópicos acentuado, como desmatamento, deposição de lixo, efluentes domésticos e aterramento. No caso do manguezal do camaroeiro, que foi sendo aterrado ao longo dos anos com o crescimento urbano e a expansão imobiliária, o crescimento desordenado da cidade, e a construção de edificações em locais de risco ou protegidos por lei, dentre outros. Neste trabalho foram abordados a ação antrópica que ocorre a nível local, a fim de classificar esta área de acordo com suas condições atuais. Também foi realizada uma análise quantitativa dos resíduos mais frequentemente encontrados, um levantamento da flora especifica do local e dos organismos mais encontrados nestas condições. Os resultados mostram que o ambiente tem sido afetado pela constante entrada de resíduos de diversas fontes, sendo o plástico o material mais frequentemente encontrado e com maiores percentuais. Atualmente que o mangue da Praia do Camaroeiro está em situação de perturbação, ou seja, o ambiente vem sofrendo certo grau de impacto ambiental, porém ainda mantém sua capacidade de resiliência, neste manguezal foram identificadas duas espécies de mangue: Avicenia shaueriana (mangue preto, seríba) que tem seu desenvolvimento em solos encharcados e Laguncularia racemosa (mangue branco) que é característica de manguezal, sofre direta e indiretamente influência do mar e é facilmente disseminada pela água.

 

Palavras-chave: Classificação; Preservação; Manguezal; Camaroeiro; Efeitos antrópicos.

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