Composição florística de forófitos e epífitas em fragmento de Restinga Alta em Caraguatatuba, SP

Joyce Avelino Silva, Karolina Van Sebroeck Dória

Abstract


As epífitas são plantas geralmente herbáceas, que utilizam espécies arbóreas como hospedeiras (forófitos). Essas plantas são abundantes nas florestas de restinga e o presente trabalho teve como objetivo realizar um levantamento para a identificação das espécies de bromélias e orquídeas em um fragmento de mata de restinga alta em Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo. Foram demarcadas 10 parcelas com 10x10m e todos os forófitos e epífitas foram identificados. Os indivíduos arbóreos com CAP (circunferência a altura do peito) ≥15cm que ocorriam dentro de cada parcela foram identificados e contabilizados como forófitos. Foram consideradas plantas epífitas vasculares todas que se desenvolvam sobre forófitos vivos. Foram contabilizadas todas as epífitas que ocorriam nos forófitos até 3m de altura. Neste local há presença de 36 espécies de forófitos, pertencentes à 21 famílias botânicas. As famílias dos forófitos da área mais abundantes foram a Lauraceae (n = 6), Myrtaceae, Fabaceae e Nyctaginaceae (n = 3 para cada uma delas), representando 72,4 % do total amostrado. A espécie Eriotheca pentaphylla foi a espécie de forófitos com maior frequencia (n = 12), representando 13,95% dos indivíduos amostrados, seguida pelas espécies Guapira opposita (n = 6; 6,98%) e Anaxagorea dolichocarpa, Ocotea pulchella, Pera glabrata e Persea willdenovii (n = 5; 5,81%). Juntas estas seis espécies totalizam 44,06%. Na área de estudo foram encontrados seis gêneros epifíticos, distribuídos nas subfamílias Bromelioideae, Tillandsioideae, Epidendroideae e Vanilloideae. O índice de diversidade de Shannon calculado para a comunidade epifítica neste fragmento em Caraguatatuba foi de 1,58 e o de equidade foi 0,82. Para os parâmetros fitossociológicos epifíticos em Bromeliaceae, o gênero Aechmea apresentou a frequência relativa de ocorrência nesta área de 100%, seguida pelo gênero Billbergia com 70%. Dentre as Orchidaceae, destaque para os gêneros Ancianthera com ocorrência de 50% Oncidium com 40%. O gênero Aechmea foi o mais frequente relativo nos forófitos (41,86%), seguida por Tillandsia (34,88%) e Billbergia (34,88%). Os hábitos de vida predominantes foram epífita facultativa, com 61 indivíduos (58%), seguido por epífita verdadeira n= 30 (28,6%), holoepítifas n= 10 (9,5%) e hemiepífitas n = 4 (3,9%). A síndrome de polinização por ornitofilia foi predominante na área com 86,66%, com frequencia mais comum para Bromelioideae. A síndrome de dispersão dominante (100%) foi a anemocórica.

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