Os pellets plásticos tem o mesmo destino dos sedimentos nas praias de Santos e São Vicente?

Victor Vasques Ribeiro

Abstract


Este estudo teve como objetivo determinar se os pellets plásticos se depositam de forma similar aos sedimentos nas praias de Santos e São Vicente. Para isso foram realizadas amostragens em abril de 2019 em duas praias de São Vicente. Para as praias de Santos foram utilizados os dados de Ribeiro (2020a) do inverno de 2019. Tendo em vista que os pellets depositados na porção seca do sedimento são aqueles que foram estocados pelo ação do vento e não podem ser transportados a outras praias pela ação das marés, apenas essa porção foi considerada. Foi utilizado o Índice de Poluição por Pellets (IPP) para padronizar e classificar os valores encontrados, que então foram submetidos a uma linha de tendência polinomial, assim como os valores de ganho ou perda de sedimento por ano, entre 2003 e 2016, constatadas por Freire et al. (2017). Foram encontrados 351 pellets nas praias de São Vicente, com IPPs Baixos (0,963) até Muito Altos (3,400; 3,844; 4,667; e 5,178) e 894 nas praias de Santos, com IPPs Baixos (0,667) até Muito Altos (4,489; 10,000; e 10,844). Ainda assim, apenas as praias de São Vicente apresentaram uma linha de tendência polinomial que se aproxima da tendência de perda ou ganho de sedimentos.

 


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