O Jornalismo ecológico na teoria e na prática: A iniciação de futuros repórteres na cobertura de temas científicos na Baixada Santista

Santelmo Camilo

Abstract


A imprensa brasileira precisa aprimorar a cobertura de meio ambiente. Para muitos veículos de comunicação, as notícias mais significativas dessa área são desastres naturais, crise hídrica, desmatamento e questões superficiais relacionadas à fauna e flora. Temas sobre contaminação de efluentes, ecologia urbana, monitoramento de ecossistemas e vegetação, aterro de mangues, utilização de polímeros em lavagem de navios, entre outros, estão distantes da compreensão de jornalistas, permanecendo desconhecidos do grande público.

 

Isso se deve à falta de familiaridade da imprensa com os temas de ecologia e meio ambiente, e também da distante relação com cientistas, que devem ter os resultados de suas pesquisas reveladas à sociedade, cumprindo importante papel social.

 

O presente artigo lança a semente para a implantação de futura disciplina de Jornalismo Ambiental nas faculdades de Jornalismo de Santos. Mostraremos como os futuros repórteres precisam se familiarizar com o tema, por meio de aulas teóricas e práticas com imersão no universo da Ecologia. Os alunos precisam saber que as possibilidades de pautas são vastas, não cabem apenas a revistas especializadas ou científicas. Elas estão intrínsecas à compreensão da vida no planeta, ao cotidiano e à qualidade de vida, basta o repórter se familiarizar aos temas ecológicos e trabalhar de forma educativa, livre dos interesses partidários, corporativos, e dedique tempo para ouvir desde cientistas, ecólogos, e pesquisadores, aos pescadores, curandeiros e trabalhadores rurais.  O tema ecológico escolhido para a reportagem dos alunos é sobre a contaminação marítima por substâncias tóxicas.


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