IMPORTÂNCIA DA ENFERMAGEM NO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO
Conteúdo do artigo principal
Resumo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o aleitamento materno exclusivo seja mantido até os seis primeiros meses de vida da criança, por seus amplos benefícios à saúde. No Brasil, dados de 2019 revelam que a prevalência da amamentação na primeira hora de vida entre crianças menores de dois anos foi de 62,4%, refletindo avanços, mas também destacando desafios persistentes. Diversos fatores ainda contribuem para o desmame precoce, dificultando a manutenção da amamentação exclusiva. Diante desse cenário, o presente estudo propõe-se a realizar uma revisão integrativa da literatura, com levantamento realizado entre agosto de 2024 e abril de 2025, a fim de compreender os principais obstáculos enfrentados pela equipe de enfermagem no incentivo ao aleitamento materno. A construção da pergunta norteadora utilizou a estratégia PICO, sendo ela: “Quais são os enfrentamentos identificados pela equipe de enfermagem que contribuem para o desmame precoce?”. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), resultando, após aplicação de filtros, na seleção de dez artigos científicos relevantes. Entre os desafios mais frequentemente relatados na literatura, destacam-se: tipo de parto, falta de informações adequadas sobre amamentação, dificuldades relacionadas à pega correta, fissuras mamilares, confusão de bicos, insegurança materna e ingurgitamento mamário. Além desses, observa-se uma lacuna significativa em ações de educação em saúde, tanto no que se refere às práticas adequadas de amamentação quanto aos direitos da família no cuidado ao recém-nascido. Torna-se, portanto, essencial promover o empoderamento da população, especialmente das mães, por meio de ações educativas, para que se ampliem os índices de sucesso do aleitamento materno exclusivo.