CPSI, experimentação administrativa e “apagão das canetas” desafios e perspectivas para a inovação nas contratações governamentais

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Roberta Cruz da Silva
Lívia Dias Barros

Resumo

Contextualização: A crescente complexidade dos problemas enfrentados pela Administração Pública contemporânea tem impulsionado a busca por instrumentos capazes de fomentar inovação, eficiência e transformação digital na esfera governamental. Nesse contexto, o Contrato Público de Solução Inovadora (CPSI), disciplinado pela Lei Complementar n.º 182/2021, apresenta-se como mecanismo voltado à experimentação administrativa e ao desenvolvimento de soluções inovadoras para demandas estatais complexas. Problema: O presente artigo tem como problema de pesquisa o seguinte questionamento:  Quais os principais obstáculos enfrentados pelos gestores públicos para a adoção do CPSI no cenário administrativo brasileiro? Objetivos: Analisar se, embora o instrumento possua elevado potencial transformador, sua utilização ainda ocorre de forma reduzida em razão da insegurança jurídica, da cultura administrativa avessa ao risco, da deficiência de capacitação técnica e do receio de responsabilização pelos órgãos de controle, fenômeno frequentemente associado ao chamado “apagão das canetas”. Metodologia: Utilizou-se o método hipotético-dedutivo, mediante pesquisa bibliográfica, documental e análise de estudos de caso, especialmente experiências desenvolvidas pela Prefeitura da Cidade do Recife e pelo Tribunal de Contas da União. Resultados: o CPSI representa importante mecanismo de inovação orientada por resultados e fortalecimento do experimentalismo administrativo, mas sua consolidação depende da construção de um ambiente institucional que combine controle, segurança jurídica e tolerância responsável ao erro inerente aos processos inovadores. Conclusão: o êxito do CPSI exige transformação cultural da Administração Pública e dos próprios órgãos de controle, sob pena de perpetuação de modelos burocráticos incompatíveis com os desafios contemporâneos da governança pública digital.


 


 


 

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Artigos

Biografia do Autor

Roberta Cruz da Silva, Universidade Católica de Pernambuco

Doutora em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Mestre e bacharela em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professora fundadora e docente permanente Programa de Pós-Graduação em Direito e Inovação (PPGDI), no Mestrado Profissional da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP/PPGDI). Também leciona na Graduação e Pós-Graduação Lato sensu. Pesquisadora do Grupo Direito e Inovação (UNICAP/CNPq). Professora do curso de Direito da Faculdade de Direito do Recife (FDR/UFPE). Advogada. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8395542793213676

Lívia Dias Barros, Universidade Católica de Pernambuco

Doutora e Mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Especialista em Direito Administrativo pela UFPE e em Direito Público pela Escola Superior da Magistratura de Pernambuco (ESMAPE). Professora fundadora, docente permanente e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Direito e Inovação (PPGDI), no Mestrado Profissional da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Também leciona nos cursos de Graduação em Direito e Pós-Graduação Lato sensu. É líder do grupo de pesquisa Direito e Inovação (UNICAP/CNPq). Gerente Geral Jurídica da Secretaria de Administração da Prefeitura da Cidade do Recife. Mediadora e conciliadora judicial, com formação pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) e habilitação validada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Advogada. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9566394765069834.

Como Citar

SILVA, Roberta Cruz da; BARROS, Lívia Dias. CPSI, experimentação administrativa e “apagão das canetas”: desafios e perspectivas para a inovação nas contratações governamentais. Unisanta Law and Social Science, Santos, v. 15, n. 1, p. 16–35, 2026. DOI: 10.66221/v15n1p16. Disponível em: https://periodicos.unisanta.br/LSS/article/view/3387. Acesso em: 2 jun. 2026.

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